quarta-feira, 28 de janeiro de 2009

ESPANHA - Clarice Lispector


“Quase não era canto, no sentido em que este é aproveitamento musical da voz. Quase não era voz, no sentido em que esta tende a dizer palavras. O canto flamenco é antes da voz ainda, é fôlego humano. Uma palavra ou outra às vezes escapava, revelando de que era feita aquela mudez cantada: de história de viver, amar e morrer. Essas três palavras não ditas eram interrompidas por lamentos e modulações. Modulações de fôlego, primeiro estágio de voz que capta o sofrimento no seu primeiro estágio de gemido. E de grito. E mais outro grito, este de alegria por se ter gritado. Em torno, a assistência aconchega-se escura e suja. Depois de uma das modulações que de tão prolongada morre em suspiro, o grupo esgotado como o cantor murmura um Olé em amém, última brasa.
Mas há também o canto impaciente que a voz apenas não exprime: então um sapateado nervoso e firme o entrecorta, o Olé que o irrompe a cada instante não é mais amém, é incitamento, é touro negro. O cantor, de dentes quase cerrados, dá à voz a cegueira da raça, mas os outros exigem mais e mais, até conseguirem o instante espasmo: Espanha.
Ouvi também o canto ausente. É feito de um silêncio cortado de gritos da assistência. Dentro da clareira de silêncio, em semente ardente, um homem pequeno, seco, escuro, de mãos nas ilhargas, cabeça atirada para trás, marca com o duro taco dos sapatos o ritmo incessante do canto ausente. Nenhuma música. E nem é uma dança. O sapateado é antes da dança organizada – é o corpo manifestando-se, pés transmitindo até a ira em linguagem que Espanha entende. A assistência se concentra em fúria no próprio silêncio. De quando em quando a provocação rouca de uma cigana, toda de carvão e trapos vermelhos, em que a fome se tornou dor e ameaça. Não era espetáculo, não se assistia: quem ouvia era tão essencial como quem batia os pés em silêncio. Até a exaustão, comunicam-se durante horas através dessa linguagem que, se algum dia teve palavras, estas foram se perdendo pelos séculos – até que a tradição oral passou a ser transmitida de pai para filho apenas como ímpeto de sangue.
E vi o par da dança flamenca. Não sei de outra em que a rivalidade entre homem e mulher se pusesse tão a nu. Tão declarada é a guerra que não importam os ardis: por momentos a mulher se torna quase masculina, e o homem a olha admirado. Se o mouro em terra espanhola é o mouro, a moura perdeu diante da aspereza basca a moleza fácil; a moura espanhola é um galo até que o amor a transforme em Maja.
A conquista difícil nessa dança. Enquanto o dançarino fala com os pés teimosos, a dançarina percorrerá a aura do próprio corpo com as mãos em ventarola: assim ela se imanta, assim ela se prepara para tornar-se tocável e intocável. Mas, quando menos se espera, sua botina de mulher avançara e marcará de súbito três pancadas. O dançarino se arrepia diante dessa crua palavra, recua, imobiliza-se. Há um silêncio de dança. Aos poucos o homem ergue de novo os braços e, precavido – com temor e não pudor -, tenta com as mãos espalmadas sombrear a cabeça orgulhosa da companheira. Rodeia-a várias vezes e por momentos já se expões quase de costas para ela, arriscando-se quem sabe a que punhalada. E se não foi apunhalado é que a dançarina de súbito recolheu-lhe a coragem: este então é o seu homem. Ela bate os pés, de cabeça erguida, em primeiro grito de amor: finalmente encontrou seu companheiro e inimigo. Os dois recuam eriçados. Reconheceram-se. Eles se amam.
A dança propriamente dita se inicia. O homem é moreno, miúdo; obstinado. Ela é severa e perigosa. Seus cabelos foram esticados, essa vaidade da dureza. É tão essencial essa dança que mal se compreende que a vida continue depois dela: este homem e esta mulher morrerão. Outras danças são a nostalgia dessa coragem. Esta dança é a coragem. Outras danças são alegres. A alegria desta é séria. Ou a alegria é dispensada. É o triunfo mortal de viver o que importa. Os dois não riem, não se perdoam. Compreendem-se? Nunca pensaram em se compreender, cada um trouxe a si mesmo como único estandarte. E quem foi vencido – nessa dança os dois são vencidos – não se adoçará na submissão, terá aqueles olhos espanhóis, secos de amor e raiva. O esmagado – os dois serão esmagados – servirá vinho ao outro como um escravo. Embora nesse vinho, quando vier a paixão do ciúme, possa estar o veneno da morte. O que sobreviver se sentirá vingado. Mas para sempre sozinho. Porque só esta mulher era sua inimiga, só este homem era seu inimigo, e eles se tinham escolhido para a dança."

segunda-feira, 5 de janeiro de 2009

A mi me duele, me duele, (2x)
A la boquita de decirte ay ay gitano si tu me quieres (2x)
coletilla
Aaay, ay que te quiero, ay que te quiero, te quiero, te quiero
porque tu me tienes gracia y salero

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ay esa noche mando yo, manana manda quien quiera
ay esa noche voy a poner por la esquina bandera, por la esquina banderaaaaa
coletilla
ay yo puse bandera, yo puse bandera, desde santiago hasta la plazuela (2x)

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Soleá do Danny

Ay maldigo yo a la hora
Ay que he puesto yo
Mis ojillos en ti
Remate
Ay que he puesto yo
Mis ojillos en ti (2x)
Que debria ver
Cuando yo te conoci
Maldigo yo a la hora
Cuando yo te conoci

Escobilla
Falseta

Bulería
Ay vengo de la gran Turquia
Ay traigo panuelo de Holanda
Que en Espana no lo habian
(ay pa que tanto llover)
ay mis ojillos tengo secos
De semblar y no coger

Coletilla
Vete ya no me digas que no
te voy a rebelar
que yo me rebelo.

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Soleá por Bulerías do Fabinho


De lo más jondo de la bodega
hay un gitano cantando por soleá
a los barriles están llorando
por el puro quejío de la pura verdad

La puerta del perdón, a la puerta
En la puerta del perdón
A la puerta del perdón, aaay
Que quise escribir yo tu nombre
y Dios me dijo que no

A Diós le pido clemencia
porque es tan ? que es la vida (esta luz que me la envia?)
y es locura de querer, a quien no lo merecia

sé que nunca me has querío, que nunca tu me querrás
te llevo en mí sentío
quien de los dos sufre más
sé que nunca me has querío, que nunca tu me querrás

De lo más jondo de la bodega
hay un gitano cantando por soleá
a los barriles están llorando
por el puro quejío de la pura verdad


Romance do Fabinho

Acjmen y Juan
El Extremeno, cd "Ay que"

Pai fala:
-"hijo mio" de mi alma
Donde va si nada va(??) a los paises del moros
Donde no conoce a nadie?
filho fala:

-Voy en busca deeee eee ee una mora
que me prometió quererle
Y a Marruecos (Marrocos) voy a buscarla
y a pedirsela a su gente
Acjmen se llama de nombre
"que" su padre tiene fama
Dicen que su padre es rey y su madre una gitana

Por el agua de eeee e eeee los los mares
Del palacio salió Juan con 25 vazallos
Anillo de compromiso y el corazón en la mano
Y aqui termina el romance de Almerir(??) Principe Juan
Que tuvo que querer mucho pa´ su trono renunciar
Que tuvo que querer mucho ay morita mia
?
ni a el moro y ni el cristiano

No "se los ve" a nadie

Letra do Jaleos da Yara (avan)

Que bonita eres, que lindo pelo
Tus ojos azules del color del cielo, ayyy

Te conoci siendo nina y me enamore de ti
Llegaste a volverme loco no puedo vivir sin ti
No puedo vivir sin ti

Eres chiquita y bonita, tu eres como yo te quiero
Igual que una campanita en las manos del platero
Que el sentir no me lo quita (2x)

Que bonita eres, que lindo pelo
Tus ojos azules del color del cielo, ayyy

La mujer que yo quiero Luisa se llama
Se llama Luisa, Luisa se llama
Cuando no estoy contigo no duermo en cama
En cama no duermo, no duermo en cama
Más bonitos no pue´n ser los luceros de tu carita y en tu querer morriré
Ayyy..yo contigo morriré

Que bonita eres, que lindo pelo
Tus ojos azules del color del cielo, ayyy

Letra do Garrotín (inter)

Salida
Tran tran tran tran treiro
treiro treiro treiro tran (2x)

Estribillo
Ay garrotín,ay garrotán,de la vera, vera, vera de San Juan (2x)

1a letra
Pregúntale a mi sombreromi sombrero te dirá,las malas noches que pasay el relente que le da.Repeticao do estribillo

"Macho"
Qué te quieres tu poner?qué te quieres tu apostar?Que yo me pongo en tu puertay no te dejo pasar.

Repeticao do estribillo

2a letra
Yo vengo vendiendo flores
Las mías son amarillas, las tuyas de mil colores

Repeticao do estribillo

Letra do Caracoles (básico)

AY, AY, AYMANUELA REYES (BIS)
PRIMERO QUE YO TE OLVIDE
MANUELA REYES, MANUELA REYES
SEA DE SECAR LA FUENTE DE LA CIBELES
VÁMONOS, VÁMONOS
A EL CAFÉ DE LA UNIÓN
DONDE PARA CURRO CUCHARES
EL TATO Y JUAN LEÓN

TU ERES BONITA, TU ERES BONITA
CONOCIMIENTO Y LA PASIÓN ME QUITA
TE QUIERO YO, AY, TE QUERO YO
MÁS QUE A LA MARE QUE ME PARIÓ

COMO VENDES CASTAÑAS ASÁS
AGUANTANDO LA NIEVE Y EL FRÍO
TUS ZAPATOS Y TUS MEDIAS CALÁS
TU ERES LA REINA PA TU MARÍO
AY REGORDONA AY QUE SE ACABA
HERMOSA COMO LA RECÍEN CASADA
QUE YO LA VENDO POR UN QUERÉ

QUE CARACOLES, AY CARACOLES.
MOCITO QUE ME HA DICHO USTED
QUE SON TUS OJOS DOS SOLES
Y VAMOS VIVIENDO
Y OLE Y OLÉ.

Letra do Tarantos (grupo)

Ayy...
Ay cambiarme de galería ay que en esta no quiero estar acá,
Porque no cambiay de galería?
Que unos companeros mios habían perdio su vida
Y en esta no quiero estar

CAMBIO PRA TANGOS

Ponte guapa Mariquilla (2x)
Que te voy a llevar esta tarde a la feria de Sevilla (2x)
Gitana se me quisieras, ay morena si me quisieras
Yo te compraria en Graná la mejor cueva que hubiera (2x)
Ay yali, yali, yali, yali, yali, yali, yaliyaun...